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Um
grupo de 30 bispos distribuiu um texto à imprensa, nesta quarta-feira,
9, durante a Assembléia da CNBB, manifestando sua posição
contrária à Medida Provisória 422 "que dispensa
de licitação a venda de terras públicas do INCRA
até 1.500 hectares".
“Trata-se
de cerca de 60 milhões de hectares grilados na Amazônia legal
que estão sendo legalizados como posses, através do subterfúgio
jurídico”, diz o texto. “São terras que devem
ser destinadas ao Plano Nacional de Reforma Agrária, à demarcação
de terras indígenas e quilombolas e à criação
de unidades de conservação ambiental”, denunciam os
bispos.
A
preocupação dos bispos é com as populações
“mais frágeis”, ameaçadas pelo “desenvolvimento
predatório” e com a floresta e o cerrado “marcados
por um modelo de progresso alicerçado na ilegalidade e na violência”.
Os
bispos denunciam, ainda, “práticas fraudulentas de alguns
setores do INCRA, normalmente funcionários do Cadastro, que montaram,
há anos, um esquema de favorecimento legal dos grileiros”. |