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O professor e pesquisador na área da missiologia, padre Paulo
Suess, assessora o quarto dia do 12º Encontro Nacional de Presbíteros
(ENP), realizado em Itaici, interior de São Paulo, desde
o dia 13. Pela manhã, Suess fez a conferência A missionariedade
dos presbíteros a partir do Documento de Aparecida. À
tarde, ele conduz a plenária, respondendo a questionamentos
dos participantes do encontro.
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“Comparo-me
a um acuputurista que, com algumas agulhas, faz circular a energia pelo
corpo todo, isto porque o tema é muito amplo”, disse ao introduzir
o tema. Segundo Suess, o Documento de Aparecida “serve para nos
inspirar e não apenas ficar nele”. Ele chama a atenção
para a necessidade de compreender a missão não como um determinado
território, mas como a missão recebida pelo nosso batismo.
“Neste contexto, somos todos missionários onde quer que estejamos.
Porém, a Igreja, quando está ligada ao poder político,
não é livre e não é missionária”,
ponderou. “A igreja deverá ser a casa dos pobres, a advogada
dos justos e dos pobres”, reflete o assessor.
Suess
desenvolveu o tema seguindo uma linha histórica a partir do Brasil
colonial até os dias de hoje. Ele destacou que o Documento de Aparecida
apresenta a missão do presbítero como “um dom para
a comunidade”.
Desafio
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“Cresceu
a população, mas não cresceu proporcionalmente
o clero para acompanhar o povo nas diferentes situações,
seja no mundo urbano, na migração e suas necessidades”,
considerou Suess. Para ele, a Igreja é convocada “a
descer ao povo pobre e sofrido” e, para isso, “necessita
de missionários místicos e proféticos”.
O missiólogo recordou, ainda, que é preciso valorizar
e contar com a força de trabalho dos leigos, mas ressaltou
que eles têm outras atividades que os limitam. “Os leigos
no mundo urbano lutam das 5h às 20h para sustentar a sua
família e isso limita muito sua disponibilidade para o serviço
pastoral”, sublinha.
Suess
evidenciou também, os compromissos assumidos pelos bispos
na Conferência de Aparecida e ressaltou, segundo a mesma Conferência,
o dever das paróquias. “A paróquia deve ser
a casa dos pobres, o lugar da iniciação cristã,
uma igreja que vai até os pobres, acolhe as pessoas e as
envia em missão. Ela deve ser uma paróquia Samaritana”,
concluiu. |
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