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Dom
Héctor Aguer, Arcebispo de La PlataA HAIA, 26 Ago. 08 / 09:48
am (ACI).- O Arcebispo de La Plata, Dom Héctor Aguer, chamou
os argentinos a emprender "um verdadeiro clamor" a favor
da vida e a família, frente à cultura da morte que
no âmbito legislativo ataca a inocentes e destrói as
raízes fundamentais da sociedade.
Em
seu acostumado programa semanal, o Cardeal se referiu às
tentativas legislativas por parte do Executivo de conceder aos casais
homossexuais uma pensão "por viuvez".
O Arcebispo perguntou se não existem "outras injustiças
mais graves que remediar", e assinalou que "não
seria raro que neste âmbito se prepare um assalto ao Código
Civil para mudar a definição do matrimônio e
por conseguinte da família fundada sobre ele."
Dom
Aguer também se referiu aos projetos de lei sobre "abortos
não puníveis" e que desejam estender esta prática
a todos os casos de gravidez por violação, e não
só quando se trata de uma mulher com descapacidade mental,
tal como expressa o Código Penal.
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O Arcebispo lembrou que esta "concessão do Código Penal"
deu-se "na década do vinte do século passado, em um contexto
de cultura eugenista, onde o temor era que o filho de uma mulher deficiente
nasceria deficiente".
"Hoje
se sabe que não é assim, pelo menos não é
necessariamente assim, e querer projetar a toda classe de violação
como se for um direito aquela desculpa absolutória é uma
coisa muito grave", advertiu.
Nesse
sentido, denunciou que o que se quer é afiançar essa convicção
"de que a mulher tem direito sobre seu corpo e que a criança,
o nascituro, é uma parte de seu corpo". "Possivelmente
não se pensa tanto no violador: não sei se houver verdadeira
diligência em perseguir e condenar a esses sujeitos aos quais se
os libera com muita facilidade e, pelo contrário, deve-se enfurecer-se
com o menino", expressou.
Dom
Aguer sustentou que "compreende-se o que significa a violação
para uma mulher", mas não se pode pretender equilibrar o dano
"assassinando a um inocente".
"Esta
idéia é a que se deve recuperar: se deve pensar na criança
e devemos dar passo cada vez mais na opinião pública a algo
que é hoje uma certeza científica e jurídica: existe
vida humana da concepção e o embrião, ainda no estágio
ínfimo de seu desenvolvimento, é um sujeito de direito",
assinalou. |