O
Bispo de Tarazona, Dom Demétrio Fernández, destacou
que "suprimido Deus do horizonte humano, a vida se converte
em uma luta de egoísmos enfrentados, onde o mais forte se
apodera do mais fraco até chegar a eliminá-lo"
já que "afastado de Deus, o homem se volta contra o
homem".
Em
sua mensagem titulada "A vida é sempre um bem",
emitido com ocasião da 7º Jornada pela Vida celebrada
o passado 31 de março, o Prelado espanhol sublinhou que "lutar
pela vida é tarefa de todos, e o mesmo que se protegem algumas
espécies por perigo de extinção, hoje é
urgente proteger a vida humana desde sua origem até sua morte
natural, porque corre perigo".
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"Difundiu-se
a mentalidade equivocada, inclusive entre muitos fiéis, de que
o aborto é um direito da mulher. Por esse caminho, mais de cem
mil abortos legais na Espanha cada ano e mais de um milhão de crianças,
desde que se aprovou a lei do aborto, que não nasceram porque foram
assassinados no ventre de sua mãe. Parece mentira que tenhamos
ficado acostumados a estas cifras", prosseguiu o Bispo de Tarazona.
"Trata-se
de uma guerra surda, que vai cobrando violentamente mais e mais vidas,
enquanto outros muitos casais desejariam adotar um filho e têm que
ir buscá-lo a não sei onde com uns gastos imensos. No último
ano, tivemos notícias de abortos nas últimas semanas de
gestação, e inclusive se pretende o aborto livre e a consideração
do feto até de sete meses como se fosse um simples pedaço
de carne que se joga no lixo".
Depois
de lembrar que a vida é um dom precioso de Deus, o Prelado remarcou
que "tudo ser que vem a este mundo tem direito a nascer do abraço
amoroso de seus pais, não da experimentação manipulada
do laboratório. A união do espermatozóide e o óvulo
tem que realizar-se no ventre materno, não na pipeta da clínica.
E do momento dessa fusão assombrosa, temos uma nova pessoa, dotada
de alma humana, temos um ser humano que aos 14 dias se implantará
no útero materno. Por muito que avance a ciência, têm
coisas que são sagradas".
"E
quando o homem se empenha em ir contra Deus, destrói-se a si mesmo
e destrói a outros", advertiu.
Seguidamente
se referiu ao valor da vida em sua fase terminal: "Ninguém
pode suprimir a vida de outro nem ajudá-lo a morrer nem programar
a morte de ninguém. O final da vida lhe corresponde determiná-lo
a Deus, e somente a Ele", afirmou.
"A
medicina pode ajudar muito a encarar o sofrimento da morte com cuidados
paliativos, mas em caso nenhum pode programar a morte de ninguém.
Em nossa cultura ocidental não se suporta a morte, e por isso não
se suporta a vida quando está enfraquecida. Para quem tem fé,
a morte é o trânsito a uma vida melhor, ao céu. Mas
disso só Deus pode dispor", concluiu o Bispo de Tarazona.
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