10/04/2008

Cardeal preside missa em ação de graças pelas dioceses jubilares

A missa de hoje, 10, penúltimo dia da 46ª Assembléia da CNBB, em Itaici, Indaiatuba (SP), foi presidida pelo arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer que celebrou na intenção das dioceses jubilares do Brasil que estão comemorando 25, 50 e 100 anos de criação.

“Até 1889 – com a proclamação da República, no Brasil só havia 12 dioceses e com o fim do padroado, época em que Estado e Igreja eram unidas, a Igreja ganhou mais liberdade para cuidar melhor de sua missão”, disse dom Odilo. O cardeal lembrou que a criação de novas dioceses no início do século XX, pelo papa Pio X, “foi uma atitude pastoral que deu à Igreja no Brasil uma estrutura mais adequada ao cumprimento de sua missão”.

Citando a leitura proclamada na celebração, relatando a missão do apóstolo Felipe, o arcebispo lembrou que a palavra de Deus precisa ser acompanhada pelo testemunho da fé do pregador e do catequista. “Da mesma forma que Felipe continuou sua missão, a Igreja também deve ser esse testemunho de Deus para os povos”, acentuou.


Fonte: Canção Nova
Dom Odilo destaca Jubileu de dioceses brasileiras


A Missa desta manhã na 46ª Assembléia Geral dos bispos do Brasil, foi presidida pelo Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, em comemoração as várias Igrejas do País, que celebram jubileu de 25, 50, e 100 anos de criação.

Íntegra da homilia

Dom Odilo lembrou, de maneira especial, as nove dioceses centenárias: Arquidiocese de São Paulo (SP), Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Botucatu (SP), São Carlos (SP), Taubaté (SP), Campanha (MG), Ituiutaba (MG), e Florianópolis (SC), e explicou o motivo, "Lembro, de modo especial, das nove dioceses centenárias, porque a sua criação está relacionada a uma situação histórica muito especial da Igreja em nosso País. Até 1889, ano da República, havia, no Brasil, apenas 12 dioceses. Hoje, são 271. Com o fim do padroado, que ligava a Igreja ao Estado e a colocava sob a tutela deste, a Igreja ganhou liberdade para cuidar melhor de si mesma e da sua missão", afirmou.

Depois da Proclamação da República em 1892 a criação de novas dioceses iniciou-se imediatamente, e multiplicou-se sob os cuidados pastorais do papa São Pio X.

Para o Cardeal, a celebração dos jubileus é ocasião para render ação de graças a Deus, e comprometer-se ainda mais com a missão. "É ocasião para fazer memória do que Deus fez por nossas Igrejas. Nós podemos fazer, naturalmente, isso sempre, não apenas em ocasião de jubileus. É momento de ação de graças e de expressar um novo compromisso com a missão que, hoje, está em nossas mãos."

Durante a homilia, Dom Odilo, ao explicar a primeira leitura de hoje, do Livro dos Atos dos Apóstolos, destacou a importância do papel do catequista: "A primeira leitura desta Missa, tomada pelo Ato dos Apóstolos, mostra-nos o apóstolo Felipe em plena missão. O anjo de Deus o chama e o convida a sair de Jerusalém e ir ao encontro de um viajante na estrada de Gaza. O diálogo entre os dois nos lembra o catequista com o catequizando: "Compreendes o que estás lendo?" – perguntou o discípulo. "Como posso compreender, se ninguém me explica?" – respondeu o viajante. A pedagogia da fé precisa de um pedagogo, a Palavra de Deus precisa ser anunciada e acompanhada pelo testemunho da fé do pregador, do catequista, do discípulo.


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