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Cidade
do Vaticano, 27 ago (RV) - Bento XVI deixou na manhã de
hoje a residência Apostólica de Castel Gandolfo para retornar
ao Vaticano para o encontro com os fiéis na tradicional audiência
geral na Sala Paulo VI. Depois de um período de descanso na diocese
de Bolzano-Bressanone, nordeste da Itália, o pontífice realizou
duas audiências gerais, nos dias 13 e 20 do corrente, na Residência
Apostólica de Castel Gandolfo. A última audiência
geral realizada no Vaticano foi no dia 2 de julho último.
Na
audiência de hoje o Papa retomou as catequeses paulinas, detendo-se
sobre alguns pontos da biografia de São Paulo, e fez um apelo pela
situação na Índia.
Sobre
os últimos acontecimentos naquele país o Papa disse que
recebeu com profunda tristeza as notícias sobre as violências
contra as comunidades cristãs no Estado indiano de Orissa, iniciadas
após o deplorável assassinato do líder hindú
Swami Lakshmananda Saraswati. Até agora – disse o Santo Padre
– algumas pessoas foram assassinadas e outras ficaram feridas. Ao
mesmo tempo foram destruídos centros de culto, propriedades da
Igreja e habitações privadas.
“Enquanto condeno com firmeza todo tipo de ataque à vida
humana, cuja sacralidade exige o respeito de todos, - disse o Papa - exprimo
espiritual proximidade e solidariedade aos irmãos e às irmãs
na fé tão duramente provados. Peço ao Senhor que
os acompanhe e os sustente neste tempo de sofrimento e que conceda a eles
a força para continuarem no serviço de amor em favor de
todos”.
Enfim o Santo Padre convidou os líderes religiosos e as autoridades
civis a trabalharem juntos a fim de restabelecer entre os membros das
várias comunidades a convivência pacífica e a harmonia
que sempre foram o sinal distintivo da sociedade indiana.
Momentos antes durante a catequese o Papa recordou a figura de São
Paulo, o Apóstolo que nasceu em Tarso na Cilícia.
Hebreu
da diáspora, falava grego, apesar de ter um nome de origem latina,
e tinha cidadania romana. Talvez aprendeu de seu pai a tecer a lã
para fabricar tendas de campanha, disse o Papa. Transferiu-se para Jerusalém
com cerca de 12 anos, foi formado pelo Rabino Gamaliel, o Velho, nas rígidas
normas do farisaísmo, mostrando um grande zelo pela Lei Mosaica,
o que o levou a perseguir os cristãos.
“A
sua vida experimentou uma grande mudança na estrada de Damasco,
- continuou Bento XVI - chegando a ser um apóstolo incansável
do Evangelho. Realizou três viagens missionárias: a primeira
com Barnabé; a segunda escolheu como companheiros Silas e Timóteo.
Durante a terceira viagem Paulo foi preso em Jerusalém pelos judeus
por causa de um mal-entendido”.
Após permanecer um tempo na prisão, o Procurador Porcio
Festo, intercedeu junto a César e o enviou a Roma, onde passou
dois anos numa casa custodiado por um soldado.
Tradições
sucessivas – disse ainda o Papa - falam que Paulo foi libertado
e pôde realizar uma viagem a Espanha e outra ao Oriente. Outras
tradições assinalam que foi preso uma segunda vez, terminando
os seus dias martirizado. Que o exemplo do Apóstolo - concluiu
Bento XVI - nos sirva de estímulo constante para o nosso compromisso
eclesial.
Após
a conclusão da audiência geral o Papa retornou de helicóptero
a Castel Gandolfo. (SP)
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