Na
última sessão de trabalhos deste sábado, 5, os participantes
da 46a Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil (CNBB) ouviram uma exposição sobre aquecimento global,
apresentada pelo professor do Instituto de Física da Universidade
de São Paulo e membro do Painel Intergovernamental para Mudanças
Climáticas da ONU, Paulo Artaxo.
O
professor defendeu que é preciso mudar o padrão de
consumo de bens naturais e de energia para salvar o planeta. “Precisamos
mudar as tecnologias dos eletrodomésticos e dos automóveis”,
considerou. Ele chamou a atenção para as mudanças
que serão provocadas pelo aquecimento global. “O aumento
da temperatura provocará alteração de incidência
de doença como a malária, por exemplo. Também
o planeta vai sofrer perdas na sua biodiversidade”, advertiu.
“Várias dessas alterações já estão
ocorrendo, mas nossa capacidade de intervir é muito importante”.
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Segundo
Artaxo, tanto a comunidade científica como a sociedade estão
convencidas de que é preciso estancar o uso predatório dos
recursos da natureza. “Já é praticamente consenso
que estamos exaurindo de maneira predatória os recursos da natureza”,
afirmou.
Na
opinião do professor é preciso repensar a questão
da energia. “O quadro mostra que a produção e consumo
de energia terão que ser radicalmente alterados”. Segundo
afirmou, o Brasil tem enormes vantagens estratégicas para desenvolver
esse trabalho. “É inevitável implantar um processo
de energia solar e heólica no Brasil e já existe recurso
técnico para isso”, considerou.
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